EVENTOS

Por: Filipe Jahn(Redator)

Pesquisadora Chantal Bowen apresenta o resultado de extensa pesquisa sobre as preferências do público infantil no Canadá

Para entender a influência da televisão atualmente, a melhor alternativa é perguntar para quem assiste. A partir dessa perspectiva a organização Youth Media Alliance promoveu um extenso estudo com 80 famílias no Canadá (mais de 200 pessoas, entre crianças e adultos), e analisou 563 programas exibidos no país para entender a situação da programação infantil canadense.

A pesquisa, intitulada Are the kids all right? (As crianças estão bem? em tradução livre) foi apresentada em uma versão resumida durante a sessão “Vinte minutos com” do festival ComKids nesta quarta-feira, 5. Uma das pesquisadoras responsáveis, Chantal Bowen, revelou que, hoje, o público entre nove e 12 anos do Canadá está acostumado a assistir programas dirigidos a públicos mais velhos e que, ainda que as crianças tenham o desejo, elas não costumam assistir com os pais.

O estudo foi conduzido durante três anos e publicado em 2010. Ele mostrou também que a televisão continua sendo a principal plataforma de mídia para compartilhar experiências familiares. As chamadas novas mídias, como tablets e smartphones, ainda não são muito usados entre jovens dessa faixa de idade e geralmente é usado como complemento.

Chantal comentou também que, se por um lado, crianças entre sete e oito anos têm interesses nos programas produzidos no país, a partir dos nove anos começam a procurar produções de outros países, especialmente pela falta de variedade e conteúdo de qualidade voltado para elas. “Os pais compartilham dessa opinião. Criticam o conteúdo, ou a falta dele, oferecido”, disse.

Chantal Bowen durante a palestra Créditos: Danila Bustamante

Chantal Bowen durante a palestra
Créditos: Danila Bustamante

O estudo da Youth Alliance foi financiado pela companhia multimídia canadense Bell, a maior do país. Chantal afirmou que, a partir dos resultados divulgados, observou que produtoras e canais estão começando a procurar novas formas de dialogar com a faixa etária esquecida. “O desafio agora é recapturar o interesse desses jovens para uma programação voltada para a idade deles”, completou.

Dividido em duas obras, Are the kids all right? pode ser baixado aqui e aqui.